Junho, mês dos sobreviventes do câncer

Atualmente, sobreviver ao câncer não significa apenas cura, mas também que o paciente tende a viver mais e com qualidade de vida. Após o tratamento, eles podem retomar suas vidas de forma ativa.

O melhor cuidado ainda é a prevenção. O uso intensivo de cigarro está relacionado a 18 tipos de câncer, entre eles o de rim. Além de dizer não ao tabagismo, é necessário também limitar o consumo de bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas regularmente e adotar comportamentos alimentares saudáveis.

Essas mesmas práticas também geram benefícios para o paciente com histórico de câncer. Parar de fumar diminuiu em 25% o risco de morrer por causa de câncer. Pesquisas também indicam que indivíduos que tiveram câncer de próstata melhoraram a saúde física e mental quando passaram a seguir um programa de exercícios.

Além disso, a medicina segue ampliando os recursos terapêuticos. Pesquisas com mutações genéticas, biomarcadores e o incremento da psico-oncologia são alguns dos caminhos incipientes para auxiliar o paciente.

Junho é o mês da conscientização sobre a infertilidade

No país, 8 milhões de brasileiros enfrentam problemas reprodutivos. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apoia a iniciativa focando na maior causa de infertilidade masculina, a varicocele.

O problema consiste no surgimento de varizes (veias dilatadas) nos testículos. A doença geralmente não apresenta sintomas e pode surgir a partir dos 13 anos, quando inicia a puberdade. A varicocele pode resultar em vários problemas, como a diminuição da produção de testosterona. Quanto antes detectada, melhores as chances do problema não impactar a função do testículo. O tratamento é sempre cirúrgico.

A varicocele pode dificultar a primeira gravidez como também pode surgir após o paciente já ter filho. Nem todos os homens com varicocele terão dificuldades na esfera reprodutiva. A varicocele acomete 1/4 de todos os homens, sendo que apenas 20% deles apresentam infertilidade.

Cirurgia robótica beneficia recuperação pós-operatória

Nos primeiros 90 dias, a readmissão cai para metade, há uma redução de 77% na incidência de trombos venosos profundos e embolia pulmonar e o paciente apresenta menos feridas. Esses são alguns achados de um trabalho desenvolvido na Inglaterra sobre cirurgia robótica.

O estudo constatou também que há menos alterações na mobilidade aprimorada, bem como redução do tempo na cama. Tudo isso favorece uma alta hospitalar mais rápida.

Há outros parâmetros que igualmente foram favorecidos. Através de um medidor de passos, a pesquisa avaliou a atividade física dos pacientes. Houve melhora no condicionamento físico e na qualidade de vida.

Panorama do câncer de próstata

Um trabalho científico nacional compilou vários artigos para construir um panorama atualizado do câncer de próstata. O ensaio analisou textos em português, inglês e espanhol que foram publicados entre 2017 e 2022.

Grande parte dos casos de câncer de próstata ocorre após os 50 anos. Metade dos pacientes tem 65 anos ou mais.

O PSA e o exame de toque são responsáveis pela detecção de 80% dos tumores na próstata. Na maioria dos casos, a doença está em sua fase inicial. Quando esses testes indicam a presença da neoplasia, é necessário confirmar o diagnóstico com uma biópsia. Outra opção é realizar uma ressonância magnética, método capaz de detectar cânceres mais significativos.

Em relação ao tratamento, o mais comum é a cirurgia. A radioterapia é uma das estratégias que podem complementar a intervenção cirúrgica. Nos casos em que o câncer já se espalhou para outros órgãos (metástase), a radioterapia é o recurso terapêutico mais utilizado, juntamente com cuidados paliativos.

Como forma de prevenir a doença, o trabalho recomenda uma dieta alimentar equilibrada e praticar regularmente atividade física.

Câncer de próstata: diagnóstico precoce aumenta chances de cura

Mais de 90%. Essa é a taxa de sucesso do tratamento do câncer de próstata se a doença for identificada no início. Para isso, é necessário realizar exames preventivos. Conscientizar sobre essa questão é de grande relevância. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) estima que o câncer de próstata representa, anualmente, 29% dos tumores em homens.

O atendimento urológico anual a partir dos 50 anos é importante por diversos fatores. O primeiro deles refere-se à localização. A próstata está situada em uma região de difícil acesso. Por isso, alterações nessa glândula podem ser confundidas com outras doenças, como hiperplasia benigna.

Além disso, no início, o tumor de próstata não apresenta sintomas. O paciente só começa a perceber a presença de nódulo nessa glândula quando ela cresce e passa a comprimir estruturas vizinhas. A neoplasia também é notada quando se espalha para outros órgãos (metástase), o cenário mais grave da doença.

Câncer de bexiga: cirurgias robóticas reduzem risco de sequelas

Após o procedimento assistido por robô, o paciente com câncer de bexiga tem menos risco de complicações. Apresenta, por exemplo, menos coágulos sanguíneos (redução de 77%). Isso encurta o tempo de hospitalização e, consequentemente, faz com que o indivíduo volte mais cedo para casa.

A conclusão é de um estudo realizado durante três anos (2017-2020) em 9 hospitais do Reino Unido. O trabalho foi divulgado no periódico científico Journal of the American Medical Association. Há outros achados da pesquisa, como constatar queda de mais 50% nos casos de reinternação.

Marcos Flávio Rocha apresenta trabalhos científicos no XIII Congresso Internacional de Uro-oncologia

No mês passado, Marcos Flávio Rocha esteve em São Paulo para participar do XIII Congresso Internacional de Uro-oncologia. Na ocasião, ele apresentou dois trabalhos científicos. As pesquisas foram desenvolvidas com a colaboração de diversos médicos. Em ambas, Marcos foi o orientador principal.

O primeiro trabalho compara o atendimento de pacientes com câncer renal antes (2018) e durante (2021) a pandemia. O segundo aborda a cistemonia radical. O procedimento, realizado para tratar câncer de bexiga invasivo, consiste na retirada total desse órgão.

Crescimento da cirurgia robótica no mundo

No mundo, já foram realizadas mais de 8,5 milhões de cirurgias robóticas. Apenas no ano passado, ocorreram 1 milhão de procedimentos assistidos por robô. Desde sua chegada ao Brasil, a técnica já foi empregada para auxiliar mais de 15 mil pacientes.

Como coordenador-médico do centro de cirurgia robótica do hospital Monte Klinikum, Marcos Flávio Rocha acompanha a adoção dessa inovação na urologia, mas também em várias especialidades médicas, visto que o crescimento contínuo da técnica diversifica sua utilização.

Conselho Federal de Medicina regulamenta a cirurgia robótica

No final do mês passado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou a realização de cirurgia robótica no país. Essa é mais uma medida que indica a segurança da técnica, já validada pela Anvisa desde 2008. Outras agências de saúde no mundo também reconheceram a importância desse método de intervenção. Os procedimentos auxiliados por robô foram aprovados nos Estados Unidos pelo FDA em 2000. Na França, a prática foi confirmada em 2015 pela agência Nice.

Para garantir a confiabilidade da cirurgia robótica, o CFM implementou várias regras. Só poderá realizar procedimentos assistidos por robô quem tiver registro de Qualificação de Especialista no Conselho Regional de Medicina. Antes, é necessário participar de treinamento durante a residência médica ou concluir uma capacitação específica na área.

Cai número de transplantes de rins

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 15.640 pessoas foram incluídas no ano passado na lista para receber transplante de rins. Desses, mais de 3 mil morreram durante a espera. Para modificar esse cenário, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) lançou a campanha “SBU pela doação de órgãos”.

Quando os rins não funcionam, o paciente recorre a sessões de hemodiálise, que podem ser feitas duas vezes por semana ou até mesmo diariamente. Cada sessão pode demorar até cinco horas.

Diversos motivos podem levar à insuficiência renal. Pressão alta, diabetes, obstrução no trato urinário são alguns deles. O transplante é indicado em várias situações. Em especial, quando o paciente tem insuficiência renal crônica e já necessita de diálise.