Medicamentos auxiliam o tratamento do câncer de rim metastático

Os homens representam 2/3 dos casos de câncer de rim no Brasil. Em 2020, foram diagnosticados 11.971 casos dessa neoplasia. Atualmente, exames de imagem, como ultrassonografia abdominal, são eficientes em detectar até mesmo tumores pequenos. Assim como outras doenças, a identificação precoce amplia as chances do tratamento.

Geralmente, o tratamento é cirúrgico. Outros caminhos terapêuticos são o congelamento (crioablação) e o aquecimento (radiofrequência).

Quando o câncer já atinge outros órgãos, remédios são utilizados para melhorar a sobrevida do paciente. Essa é uma área que tem apresentado boas novidades. Há medicamentos que favorecem a imunoterapia (drogas que estimulam o sistema imunológico a combater o tumor). Inibidores de tirosina quinase também estão sendo utilizados com eficácia. Em ambos os casos, os efeitos colaterais não são amplos.

Câncer renal em receptores de transplante de rim

Receptores de transplante de rim apresentam três vezes mais chances de ter câncer. Outro complicador é que os remédios utilizados para evitar a rejeição do órgão também dificultam o combate ao tumor, constatou uma pesquisa realizada na Austrália.

Para contornar esse problema, os pesquisadores utilizaram medicação anti-rejeição juntamente com inibidores de checkpoint imunológico. Os resultados foram animadores. A taxa de rejeição recuou para 12% e 25% dos pacientes combateram eficientemente as células cancerosas.

SBU alerta sobre o câncer de bexiga

Em julho, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta sobre o câncer de bexiga. Essa neoplasia acomete três vezes mais os homens que as mulheres. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) prevê que, neste ano, serão diagnosticados 7.590 novos casos de câncer de bexiga em homens.

O maior fator de risco é o tabagismo, que está relacionado a 50%-70% dos casos. Exposição a compostos químicos, pouca ingestão de água e fatores genéticos também podem favorecer o surgimento desta neoplasia.

Na maioria das vezes, o sintoma inicial é a presença de sangue na urina. Um exame de imagem, como tomografia de abdômen, pode confirmar o diagnóstico.

Quando o tumor afeta a superfície interna da bexiga, as chances de sucesso do tratamento são maiores. Já se toda a parede vesical está comprometida, o prognóstico tende a ser mais severo.

Conheça os tipos de insuficiência renal: lesão renal aguda e doença renal crônica

A insuficiência renal pode ser dividida em dois tipos: lesão renal aguda e doença renal crônica. No primeiro caso, o rim é afetado rapidamente (horas/dias) e tende a ser reversível. Além disso, a insuficiência renal aguda pode estar associada a fatores:

– Pré-renais – problemas cardíacos, queimaduras, desidratação e uso excessivo de diuréticos e laxantes;

– Renais – quando a disfunção do rim está relacionada a problemas nesse órgão, como nefrites e infecções;

– Pós-renais – ocorre quando algum bloqueio – como cálculos renais (’pedra nos rins’) – dificulta o fluxo da urina.

A doença renal crônica, por sua vez, é progressiva, ocorre quando o problema perdura há mais de três meses e pode evoluir para o cenário mais grave (grau 5 de disfunção renal). Nesses casos, apenas diálise ou transplante podem auxiliar o paciente.

Levantamento avalia procura por atendimento médico

A partir de dados do Sistema de Informação Ambulatorial do Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) elaborou um estudo sobre a procura por atendimento entre a população feminina e a masculina. No ano passado, houve 725 milhões consultas com homens, já as mulheres recorreram 860 milhões de vezes ao serviço público de saúde.

Neste ano, as mulheres também estão na dianteira. São mais de 370 milhões de atendimentos femininos; os homens representam 312 milhões.

Quando se observa apenas o atendimento por especialidades, a disparidade é bem maior. Neste ano, já aconteceram 1,2 milhão de consultas ginecológicas. Já os homens realizaram 200 mil consultas urológicas.

Covid-19 pode diminuir nível de testosterona

A covid-19 pode levar o paciente a apresentar menor nível de testosterona. Como resultado, o indivíduo pode ter menor quantidade de espermatozoides. A qualidade do material reprodutivo também seria reduzida. Tais alterações foram observadas mesmo em pacientes que tiveram covid leve ou moderada. A conclusão é de um estudo da USP.

Isso ocorre porque o sistema reprodutivo masculino tem a proteína TMPRSS2, que atuaria nas células como um receptor do vírus sars-cov-2. A retomada dos níveis hormonais após a recuperação ocorre, em média, em nove meses.

Mais da metade dos homens não procura atendimento urológico

A pesquisa ‘Um Novo Olhar Para a Saúde do Homem’ constatou que mais da metade dos brasileiros não procuram atendimento urológico. Entre os motivos apontados estão falta de espaço na agenda (38%) e o fato de estarem se sentido bem (32%), por isso não haveria necessidade, na concepção deles, de procurar um médico.

O estudo lança luz sobre outras questões igualmente relevantes. 37% dos homens com idade até 39 anos e 20% daqueles com mais de 40 anos só procuram auxílio médico quando já se sentem mal.

Por outro lado, a pesquisa mostra que as campanhas de conscientização estão propiciando uma maior preocupação sobre a necessidade da rotina de cuidados preventivos. 8% do público masculino mostrou que, devido a iniciativas como o Novembro Azul, passaram a realizar consultas preventivas. Além disso, 24% dos brasileiros afirmaram que estão mais atentos à saúde.

Câncer no mundo: dados atuais e perspectivas

Em 2020, foram identificados 19,3 milhões de novos casos de câncer. No mesmo período, as diversas neoplasias causaram a morte de 9,9 milhões de pessoas.

O impacto é maior nos países em desenvolvimento. Segundo estimativas, eles representarão, em 2025, 59% dos novos casos e 68% das mortes por câncer no mundo. Infelizmente, do total investido para combater o câncer, apenas 6,2% são feitos nestes países.

Especificamente sobre os homens, um em cada cinco apresentarão algum tipo de câncer. Um em cada 8 morrerá em decorrência da doença. O tipo mais comum é o câncer de próstata.

Proposta de novo protocolo para tratar câncer de próstata é debatida em congresso internacional

No início de junho, foi realizado, em Chicago-EUA, o congresso da Asco (Sociedade de Clínica Oncológica Americana, na tradução do inglês). O evento é conhecido por divulgar inovações relativas aos diversos tipos de câncer, do diagnóstico ao tratamento.

Em relação ao câncer de próstata, foi apresentado um novo protocolo para tratar casos em que a neoplasia já alcança outros órgãos (metástase). Nessas situações, o tratamento mais comum costuma ser a terapia hormonal para diminuir a evolução da doença.

O novo protocolo propõe uma abordagem diferente. Seriam adotadas três medicações, entre elas a darolutamida. Estudos apontaram que essa estratégia impede a produção de testosterona, bem como amplia o tempo de vida. Os medicamentos reduziram o risco de morte em 32,5%.

Novos tratamentos para o câncer renal metastático

O encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizado no início do mês, destacou novas opções de tratamento para o câncer renal metastático.

Uma das pesquisas utilizou a nivolumab juntamente com um novo medicamento, cabozantinib. O tumor bloqueia o sistema imunológico, e a nivolumab anula essa ação. Já a cabozantinib atua nos caminhos utilizados para o crescimento tumoral, como os vasos sanguíneos. Quando empregados conjuntamente, a evolução da neoplasia e o risco de morrer em decorrência dela reduzem em 44%.

Outro estudo comprovou a eficácia da utilização da nivolumab com outro imunoterápico, a ipilimumab. O objetivo de empregar essas substâncias é bloquear áreas das proteínas tumorais. A diminuição na progressão e no índice de morte foi similar à pesquisa anterior, ficando em torno de 40%.