Marcos Flávio Rocha participou de várias gestões da SBU nacional

Como forma de contribuir para sua especialidade médica, Marcos Flávio Rocha participou de várias gestões da SBU nacional (Sociedade Brasileira de Urologia). Na primeira passagem na direção (gestão 2014-2015) da SBU, integrou o departamento de laparoscopia. No período seguinte (2016-2017), também participou da diretoria, atuando como presidente da comissão local do congresso de urologia e coordenando o departamento de laparoscopia. No biênio 2018-2019, foi diretor-geral do departamento de terapia minimamente invasiva. Na gestão que concluiu recentemente o mandato (2020-2021), foi tesoureiro e novamente diretor-geral do departamento de terapia minimamente invasiva.

Nesses sete anos, Marcos colaborou em vários eventos, tendo coordenado a programação científica de laparoscopia e robótica do Congresso Brasileiro de Urologia (edições realizadas em Fortaleza, Curitiba e Brasília); conduziu o censo nacional de laparoscopia e robótica; auxiliou a elaboração do consenso de experts sobre prostatectomia radical robótica (o texto foi divulgado em uma publicação internacional), dentre outras ações.

Em 2022, o mundo vai retomando sua dinâmica habitual. O ensino está voltando a ser, cada vez mais, presencial. Marcos quer aproveitar o momento para focar sua ação fora do consultório em uma das atividades que mais aprecia, propagar conhecimento sobre urologia e cirurgia robótica. O novo papel que ocupa na nova gestão (2022-2023) da SBU nacional sinaliza isso: passará a contribuir como professor do departamento de cirurgia robótica.

Ao longo desses anos participando da diretoria da SBU, Marcos esteve ao lado de profissionais que são referências nacionais na urologia. Ele agradece todos os colegas que compartilharam a missão de representar os urologistas do país. Foi um período muito rico de troca de experiências. Aos colegas que assumem a gestão da SBU, Marcos deseja muito sucesso!

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Na imagem, uma das edições do curso de cirurgia minimamente invasiva com residentes, uma iniciativa da SBU e Ircad.

Curso de cirurgia minimamente invasiva e robótica do Centro Universitário Christus

Foi realizado, entre sexta e domingo, o curso de cirurgia minimamente invasiva e robótica do Centro Universitário Christus. A capacitação abordou a utilização dessas técnicas em diversas especialidades médicas. Como nas edições anteriores do evento, Marcos Flávio Rocha comandou o módulo sobre urologia.

O curso foi híbrido, com conteúdo teórico ministrado via internet e treinamento presencial na universidade. Alguns dos convidados foram Riane Azevedo (CE), médica anestesista referência em cirurgia robótica; Rafael Martins (CE), cirurgião especialista em procedimentos urológicos minimamente invasivos em crianças e Mirandolino Mariano (RS), urologista pioneiro na adoção da cirurgia laparoscópica no país.

Câncer: a importância da atividade física

A prática de atividade física contribui para o tratamento de pacientes com câncer. Indivíduo com tumor que não se espalhou para outras partes do corpo, ao realizar treinos físicos, apresenta uma acentuada queda no risco de morrer por causa de câncer de próstata. Para que isso ocorra, é necessário dedicar, no mínimo, três horas por semana ao ciclismo, corrida, tênis ou natação.

Outro estudo avaliou os benefícios de caminhar para os pacientes com tumor localizado. O trabalho compara quem anda com ritmo forte e os indivíduos com marcha mais lenta. Quem caminha de forma rápida por três horas ou mais por semana manifesta um risco 57% menor de progressão da doença em relação àqueles que caminham de forma lenta.

Em suma, a prática de exercícios físicos melhora tanto o condicionamento físico quanto o estado emocional dos pacientes. Porém, antes de iniciar a prática esportiva, procure orientação de profissionais da área e faça testes para mapear sua saúde física.

Exercícios físicos podem auxiliar o tratamento do câncer

A prática de atividade física contribui para o tratamento de pacientes com câncer. Indivíduos com tumor que não se espalhou para outras partes do corpo, ao realizarem treinos físicos, apresentam uma acentuada queda no risco de morrer por causa de câncer de próstata. Para que isso ocorra, eles dedicam, no mínimo, três horas por semana ao ciclismo, corrida, tênis ou natação.

Outro estudo avaliou os benefícios de caminhar para os pacientes com tumor localizado. O trabalho compara quem anda com ritmo forte e os indivíduos com marcha mais lenta. Quem caminha de forma rápida por três horas ou mais por semana manifesta um risco 57% menor de progressão da doença em relação àqueles que caminham de forma lenta.

Em suma, a prática de exercícios físicos melhora tanto o condicionamento físico quanto o estado emocional dos pacientes. Porém, antes de iniciar a prática esportiva, procure orientação de profissionais da área e faça testes para mapear sua saúde física.

Urologia reconstrutiva

A urologia vem adotando, de forma ampla, a cirurgia robótica para alguns dos procedimentos mais usuais da especialidade, como prostatectomia (retirada total ou parcial da próstata), nefrectomia (retirada do rim) e, mais recentemente, a cistoprostatectomia (retirada da bexiga, próstata e vesículas seminais).

Conforme sinaliza esse artigo, além da remoção, urologistas estão utilizando, cada vez mais, a cirurgia robótica na reconstrução de órgãos e estruturas. Tal procedimento é necessário para tratar patologias complexas do trato urinário superior e inferior.

Nos últimos 10 anos, a urologia reconstrutiva realizou com assistência do robô procedimentos como reparação da uretra com enxerto de mucosa bucal e reparo de fístula vesicorretal e vesicovaginal (respectivamente, canal anômalo entre bexiga-reto e bexiga-vagina).

Tais métodos são favorecidos pelos diferenciais da técnica, como benefícios ergonômicos e de visualização para os cirurgiões. Em relação ao paciente, há diminuição da dor pós-operatória e do tempo de internação.

Alterações genéticas associadas ao câncer de próstata

Mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 já haviam sido relacionadas ao câncer de mama e ovário. Entretanto, uma pesquisa divulgada na publicação científica Journal of Clinical Oncology também sinalizou que quem apresenta alterações no gene BRCA2 possui maior probabilidade de tumores em outros órgãos, como próstata, pâncreas e estômago. Os genes BRCA1 e BRCA2 são de grande relevância, pois auxiliam as células a crescer normalmente.

O mapeamento genético amplia as estratégias de tratamento. Ao saber que o paciente tem propensão a determinada doença, o médico pode agir preventivamente. Entretanto, novas pesquisas precisam ser realizadas para confirmar as descobertas deste trabalho.

Câncer de testículo: a importância do autoexame

O câncer de testículo pode ocorrer em homens em idade reprodutiva. De todos os cânceres do público masculino, 5% são nos testículos.

Geralmente, o tratamento é cirúrgico e a recuperação tende a ser rápida. Entretanto, se o tumor for muito grande, ou se a doença já se espalhou para outros órgãos, pode ser necessário realizar radioterapia e quimioterapia.

Na maioria das vezes, a doença não apresenta sintomas. Por isso, recomenda-se o autoexame. Durante o banho, o homem pode apalpar o órgão para identificar se há nódulo no órgão. Exames de laboratório e ultrassom auxiliam na definição do diagnóstico.

Câncer de pênis no Brasil

O Brasil figura entre os países com mais casos de câncer de pênis no mundo. Por isso, a Sociedade Brasileira de Urologia fez, na última sexta, um mutirão de postectomia (circuncisão) em várias capitais do país.

A campanha prossegue durante todo o mês informando sobre a doença. Um dos motes da iniciativa é orientar sobre a importância da higiene genital, pois essa neoplasia está relacionada à limpeza precária. Para limpar o pênis, é necessário expor toda a glande. No processo, use água e sabão.

O câncer de pênis é mais comum em homens com idade entre 50-70 anos. O Nordeste é a segunda região do país com mais casos da doença (2.574). Entre os fatores de risco estão excesso de prepúcio, impossibilidade de expor a glande (fimose), infecções sexualmente transmissíveis e tabagismo.

Dados sobre câncer no Brasil

Essa matéria compila vários dados sobre câncer. Além de pesquisas globais, o texto traz informações específicas sobre a realidade nacional. Como um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) elaborado a partir de dados dos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 49% e 60% dos pacientes com câncer são atendidos pelo SUS.

Um dos desafios nacionais é a necessidade de se deslocar para receber atendimento. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, os pacientes precisam percorrer as maiores distâncias para realizar tratamento cirúrgico, radioterápico ou quimioterápico (de 296 a 870 quilômetros).

Já as regiões Sudeste e Nordeste possuem o maior número de polos atrativos de atendimento oncológico. Vale lembrar que a busca em receber tratamento em outras localidades nem sempre é motivada pela falta de assistência local. O deslocamento dos pacientes também é guiado pela percepção pública de que determinada localidade é referência no assunto. 95% dos pacientes com câncer atendidos em Barretos-SP, por exemplo, são de outras cidades.
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04 de fevereiro, dia mundial do câncer

Hoje, 04 de fevereiro, é o dia mundial do câncer. Entre os homens, o câncer de próstata representa 29% de todos os casos de câncer. Por ano, são diagnosticados mais de 65 mil novos casos. Em todo o país, a cada 100 mil habitantes, 63 vão desenvolver câncer de próstata. Se observarmos apenas a região Nordeste, o quadro é mais grave: 72 casos para 100 mil habitantes. O Nordeste é a região brasileira com a maior incidência da patologia.

Os dados são do Inca (Instituto Nacional do Câncer), que também enumera os fatores de risco da doença. Estar acima dos 55 anos, ter histórico familiar da doença e sobrepeso são as questões mais relevantes.

O elevado número de mortes por ano, 15.893, está associado à falta de consultas preventivas. 20% dos casos de câncer de próstata são identificados quando a doença já está avançada. Muitos homens apenas procuram atendimento especializado quando a doença já apresenta sintomas, o que só ocorre na fase mais grave da doença.