A importância da urologia ao longo da vida do homem

A campanha #VemproUro, da Sociedade Brasileira de Urologia, visa conscientizar os homens da necessidade das consultas urológicas ao longo da vida. Para isso, é necessário sensibilizar não apenas o indivíduo, mas também envolver a família, pois o incentivo dos entes queridos faz diferença. No consultório, é comum homens chegarem com suas companheiras para a consulta. No caso dos mais jovens, mães e pais precisam ficar atentos.

Na infância, uma avaliação inicial indicará se há necessidade de acompanhamento especializado. No começo da adolescência, a consulta urológica analisa o desenvolvimento do jovem (puberdade), presta orientações contra DSTs, dentre outros pontos.

Em homens adultos e idosos, o problema urológico mais grave é o câncer de próstata. Se o indivíduo tiver histórico familiar desse tumor, as consultas urológicas devem começar aos 40 anos. Para os demais, as consultas anuais iniciam aos 45 anos.

Acima, foram listados apenas alguns cuidados urológicos. Essa reportagem aborda também a prevalência de outras alterações que o homem pode apresentar ao longo da vida.

Série ‘O Hospital’ destaca cirurgia robótica

A série da TV Record ‘O Hospital’ abordou recentemente a cirurgia robótica (assista o vídeo). O vídeo destaca os diferenciais do robô Da Vinci, como a ampliação da imagem e o conforto proporcionado ao cirurgião durante o procedimento. O programa também evidencia a pluralidade da técnica, que pode ser utilizada para realizar tratamento urológico, cirurgia de abdômen, procedimentos cardíacos, dentre outros.

Câncer de próstata: a importância do diagnóstico precoce

O câncer de próstata inicia silenciosamente. Ou seja, apenas a consulta urológica é capaz de identificar se há tumor e qual sua gravidade. Quando detectado precocemente, as chances de cura alcançam 90% dos casos.

Por isso, pesquisas como essa causam apreensão. O Centro de Referência em Saúde do Homem identificou que metade do público masculino apenas procura suporte médico quando os sintomas já começam a atrapalhar sua rotina.

A atual crise sanitária agravou esse cenário. Segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia, 55% dos homens com mais de 40 anos deixaram de fazer consultas ou descontinuaram tratamentos devido à pandemia do novo coronavírus.

Frio pode provocar mais casos de incontinência urinária; saiba os motivos

A diminuição da temperatura tende a ampliar a necessidade de urinar. Um dos fatores que influenciam o aumento da frequência urinária em períodos frios é que, como transpiramos menos, o metabolismo corporal acelera o desempenho dos rins, o que leva a maior eliminação de líquidos. Outro hábito que colabora para a incontinência urinária é consumir bebidas quentes, como café e chá. No Brasil, mais de 10 milhões de pessoas apresentam incontinência urinária.

Cirurgia robótica: urologia é destaque no rápido crescimento da técnica

Em 2000, o FDA, órgão norte-americano que regula o setor de saúde, aprovou a utilização do robô Da Vinci. Em 2018, já havia quase 5 mil equipamentos robóticos instalados em centros cirúrgicos no mundo. Apresentar a rápida taxa de adoção e difusão dessa tecnologia é o objetivo desse artigo científico.

O trabalho evidencia, em especial, a aproximação dessa inovação com a urologia. Como frisa o artigo: “Os urologistas estão na vanguarda da adoção da robótica”. Um ano após a aprovação geral, o FDA autorizou a utilização do equipamento Da Vinci em cirurgia prostática. Desde então, a prostatectomia robótica se tornou o procedimento oncológico robótico mais comumente realizado nos Estados Unidos. Em 2003, esse tratamento correspondia a 22% das prostatectomias radicais realizadas nos EUA. Dez anos depois, o valor já havia aumentado para 85%.

Atualmente, a prostatectomia robótica é adotada por várias instituições médicas, desde hospitais de grande porte a centros de ensino. Para os autores do artigo, a ampla adoção foi baseada no envolvimento de três pilares: o cirurgião, o administrador do hospital e o paciente.

Cresce o atendimento médico a homens

Entre 2016 e 2020, o atendimento médico a homens cresceu quase 50% no Brasil, indo de 425 milhões para 637 milhões de atendimentos. Os dados são do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2019, o Programa Nacional de Saúde (PNS) levantou como homens e mulheres lidam com questões de saúde. Ao todo, 69,4% dos homens procuraram assistência médica. Em relação às mulheres, a proporção alcança 82,3% do público feminino.

A comparação não deve ser lida como uma disputa, mas sim como um convite para os homens seguirem o exemplo das mulheres. Elas são, inclusive, grandes aliadas da saúde masculina. Muitas vezes, mães, esposas e filhas são as responsáveis pela marcação de consultas urológicas, bem como acompanham os homens na ida ao médico.

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Urologia está desenvolvendo uma campanha de conscientização sobre a importância do atendimento urológico para homens adultos e jovens.

A importância do atendimento urológico para os jovens

A campanha #VemProUro é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Urologia cujo propósito é mostrar a relevância do atendimento urológico para os mais jovens (link: https://bit.ly/3wveawt).

A urologia desempenha um importante papel de orientação para esse público, explicando mudanças corporais e indicando formas de prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

O urologista também realiza exames para avaliar alterações que podem ser danosas já na infância ou pré-adolescência. Além disso, ele identifica patologias que evoluem silenciosamente, de forma indolor, e que terão um impacto mais visível na vida adulta.

Tratamento do câncer de rim com cirurgia robótica

No mundo, os rins correspondem a 3% dos casos de câncer em adultos. Consultas urológicas de rotina são importantes, visto que esse tipo de tumor geralmente não apresenta sintomas na fase inicial. A confirmação do diagnóstico pode ser realizada através de um ultrassom de abdômen total.

Além da prevenção, outro recurso importante no combate à doença é a cirurgia robótica. Ela apresenta diferenciais tanto para o paciente quanto para o médico. Em relação ao tratamento, a técnica amplia as possibilidades de retirada, nos casos complexos, de parte do rim. Quando se preserva o órgão, as chances de insuficiência renal diminuem. Para o cirurgião, o equipamento amplia a precisão dos movimentos do instrumental cirúrgico.

Marcos Flávio Rocha publica artigo que avalia o impacto da covid-19 na urologia

Coordenado por Marcos Flávio Rocha, o departamento de urologia do Hospital Geral de Fortaleza (HGF), realiza um serviço de grande importância para os cearenses: acolhe pacientes de todo o estado que precisam do auxílio das nossas diversas frentes de atuação. Em sua rotina habitual, a equipe realiza consultas ambulatoriais, biópsia para identificação da gravidade de tumor, promove cirurgias eletivas (para tratar cânceres e cálculos renais, por exemplo), dentre outras ações.

Em março do ano passado, a pandemia se impôs. Documentar essa mudança foi o objetivo do artigo que Marcos e outros colegas do departamento elaboraram. Publicado no International Surgery Journal, o estudo pode ser acessado através do link https://bit.ly/2Vbgj3o.

A pesquisa analisa especificamente como a primeira onda da covid-19 mudou a dinâmica do atendimento urológico. Na ocasião, houve a suspensão dos procedimentos eletivos. O HGF se adaptou. Grande parte da sua equipe e dependência física foi direcionada para o enfrentamento da covid-19. Quase todos os procedimentos do serviço de urologia foram parados. Apenas o serviço de emergência continuou a receber pacientes.

Com segurança, desde o segundo semestre do ano passado as atividades estão sendo retomadas. Além de atender o fluxo de novos casos, a equipe busca auxiliar antigos pacientes, que tiveram suas cirurgias adiadas.

Biópsias líquidas à base de sangue

Biópsias líquidas à base de sangue (ou plasma) são métodos minimamente invasivos para avaliação do câncer. O teste permite não apenas demonstrar a situação atual do tumor, mas também é capaz de mapear sua progressão. Ou seja, o método poderia identificar a evolução do tumor. Isso auxiliaria na decisão clínica em relação ao tratamento de cada paciente.

O recurso seria especificamente útil quando o tumor é localizado ou a doença está em estágio avançado. Pesquisas estão explorando as potencialidades desse recurso. Acredita-se que o perfil genômico que caracteriza o teste trará ganhos para o tratamento de câncer de próstata.