A relação entre fumar e o câncer de bexiga

Quando se deixa de fumar por dez anos, as chances de desenvolver câncer de bexiga recuam 50%. Os homens têm de três a quatro vezes mais chances de desenvolver esse tipo de tumor do que as mulheres. Com o avançar da idade, a doença se torna mais comum. Problemas no sistema urinário, como infecções constantes e cálculos na bexiga, são outros fatores de risco.

Sangue na urina é um dos sintomas mais comuns. Mudança no fluxo urinário (aumento de armazenamento ou excesso na frequência de micção) e queimação ao urinar também podem sinalizar esse tipo de câncer.

Metade dos casos são diagnosticados na fase inicial da doença. A cirurgia é efetiva no tratamento. Entretanto, há situações mais graves, quando o tumor já compromete a musculatura da bexiga. O tratamento ainda é possível, visto que o tumor não se espalhou para outras partes do corpo, mas provavelmente serão necessárias sessões de quimioterapia.

Praticar atividades físicas beneficia a saúde urológica

Dois grupos da USP (próstata e Educação Física) realizaram conjuntamente um estudo para verificar os benefícios da prática de exercícios físicos para os órgãos do trato urinário.

Publicado na Physiological Reports, o trabalho aplicou exercícios físicos em dois grupos. No primeiro, a alimentação prosseguiu sem alterações. No segundo, a dieta alimentar passou a apresentar gordura em excesso. Independente da alimentação, todos praticavam atividades físicas rotineiramente.

Em ambos os grupos, houve ganhos para a bexiga e a próstata. A bexiga, por exemplo, se mostrou mais sensível à insulina, sinal positivo para a saúde.

Curso sobre cirurgia robótica

Ontem, Marcos Flávio Rocha fez a abertura de um curso de capacitação em cirurgia robótica promovido no Paraná. O médico abordou a implantação da tecnologia Da Vinci no Brasil, bem como apresentou a conjuntura atual dessa técnica minimamente invasiva.

Como complemento, o especialista apontou as perspectivas da cirurgia assistida por robô. O método cresce continuamente no mundo, tanto em número de plataformas instaladas quanto na diversidade de especialidades médicas que adotam essa tecnologia.

Coletivo médico lança livro “Vivências de uma pandemia”

O coletivo Rebento lançou ontem o livro “Vivências de uma pandemia”. Escrita por muitas mãos, a obra registra relatos singulares de profissionais da saúde que, para combater a pandemia do novo coronavírus, tiveram de ser plurais.

Além dos autores do livro, a live também recebeu convidados especiais, como Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz.

Estudo analisa a realização da prostatectomia radical no tratamento do câncer de próstata

Um estudo avaliou a utilização da prostatectomia radical no tratamento do câncer de próstata comparada a radioterapia externa e terapia de deprivação androgênica em pacientes com tumor localizado de alto risco.

O estudo avaliou o tratamento de homens entre 55-69 anos no período 2006-2015. Como fonte de informações, eles utilizaram o National Cancer Database, um banco de dados de resultados oncológicos que reúne mais de 1500 programas de tratamento de câncer.

No total, o trabalho observou o tratamento de mais de 26 mil indivíduos. O tempo médio de acompanhamento de cada paciente foi de 48 meses. O artigo conclui que a prostatectomia radical foi associada a uma maior sobrevida, independente da idade e do índice de comorbidade do paciente. O artigo está disponível online.

Maio, mês mundial do câncer de bexiga

Alertar sobre câncer de bexiga é falar sobre os perigos do cigarro, visto que o tabagismo é um dos fatores de risco da doença. Na verdade, fumar está relacionado a diversas patologias. Em especial, as urológicas, como câncer de rim, câncer de próstata e disfunção erétil.

Quando se fuma, inala-se substâncias nocivas. As toxinas do cigarro causam danos não apenas no momento inicial, mas também quando são expelidas. Muitas vezes, elas são eliminadas pelo trato urinário.

Cerca de 12,6% dos brasileiros fumam. Além de estarem mais suscetíveis a doenças, há pesquisas que indicam que os fumantes tendem a apresentar quadros mais graves das doenças.

Impacto da Covid-19 na saúde masculina

Uma pesquisa avaliou o impacto da Covid-19 na saúde masculina. O estudo foi feito a partir da revisão de artigos científicos. O trabalho está disponível online.

Nenhum dos trabalhos analisados demonstrou que a SARS-CoV-2 pode ser transmitida através de relações sexuais. Por outro lado, estudos indicam que o novo coronavírus pode prejudicar o sistema reprodutor masculino. Entre os efeitos negativos da covid-19 estão orquite (infecção dos testículos), diminuição no nível de testosterona e redução na contagem de esperma.

SBU promove evento Target

Prosseguem as inscrições para o “Target”, evento no qual Marcos Flávio Rocha colabora participando da coordenação científica. Através desse link, você garante sua vaga para conferir esse encontro organizado pela Sociedade Brasileira de Urologia.

Pela manhã, a programação destaca a litíase urinária (popularmente conhecida como pedra nos rins). Em seguida, o evento enfoca os procedimentos percutâneos (utilizados para tratar cálculos nos rins). Finalizamos o encontro abordando a ureteroscopia (procedimento minimamente invasivo que utiliza a uretra como via de acesso).

Câncer de testítulo

Em abril, a urologia chama atenção para o câncer de testículo. O autoexame, durante o banho, pode ser o passo inicial para perceber alterações. Inchaço, dor no local e presença de nódulos devem acionar o sinal de alerta. É necessário, porém, procurar o urologista para realizar exames complementares (como tomografia de abdômen e ultrassonografia do testículo), e, caso seja identificado tumor, iniciar o tratamento.

Cirurgia robótica e covid-19

O novo coronavírus impôs grandes mudanças no atendimento médico. Nessa conjuntura, a cirurgia robótica mostrou-se uma importante aliada no tratamento dos tumores urológicos. É o que atesta esse estudo realizado no Brasil.

O trabalho analisou o tratamento de 213 pacientes de urologia oncológica (161 deles foram submetidos à cirurgia eletiva e 44 à emergência cirúrgica). O artigo concluiu que a cirurgia assistida por robô é um procedimento seguro. Entre outros fatores, a técnica abrevia o período de hospitalização.