Cirurgia robótica é destaque em matéria sobre tratamentos do câncer de próstata

A medicina evoluiu muito em relação ao câncer de próstata. No diagnóstico, inovações possibilitam a leitura precisa do quadro do paciente. Isso permite ao médico escolher o recurso terapêutico mais apropriado para cada situação.

Em relação ao tratamento, uma das tecnologias destacadas por essa reportagem é a cirurgia robótica. A matéria destaca os diferenciais da técnica, como os quatro braços mecânicos do equipamento, câmera com alta definição e o fato do procedimento ser minimamente invasivo.

Estudo faz um panorama amplo do câncer de próstata no mundo

Para construir um panorama amplo e atualizado do câncer de próstata, uma pesquisa internacional analisou os casos da doença no mundo, entre 2010 e 2020. Apenas no ano passado, estimam-se 1.414.000 novos casos da patologia.

O trabalho, que reuniu dados de 185 países, avalia aspectos como incidência e mortalidade. A Europa apresenta a maior incidência, em todas as idades. Em relação à mortalidade, o câncer de próstata vitimou, apenas em 2020, 375.000 pessoas (7,7 por 100.000). A área com mais prevalência foi o Caribe. Em ambos os aspectos, incidência e número de mortes, o Centro-Sul da Ásia é a área menos afetada.

Entre os motivos que colaboram para o aparecimento do câncer de próstata estão hereditariedade, síndrome metabólica (risco de desenvolver câncer de alto grau) e fatores de risco modificáveis, como tabagismo (aumenta a mortalidade do câncer de próstata). Por outro lado, a prática rotineira de exercícios físicos pode reduzir a progressão da doença.

Câncer de próstata: a importância da prevenção

Cerca de 29,2% dos homens devem ter câncer de próstata. A cada ano, são 65,8 mil casos novos. Como a doença não apresenta sintomas inicialmente, a prevenção é o diferencial do tratamento.

Quando diagnosticado na fase inicial, as chances de cura são de 90%. Isso ocorre porque o tumor está localizado. Por isso, homens com mais de 50 anos devem realizar, anualmente, uma consulta urológica. Se o indivíduo tiver algum caso da doença na família, a rotina de atendimento deve iniciar aos 45 anos.

Atendimento urológico cai durante a pandemia

Entre 2019 e 2020, houve uma redução de 21,5% nas cirurgias para tratar câncer de próstata. Não foi o único indicador a variar negativamente. Houve recuo na realização de exames: PSA (27% a menos) e biópsia ( 21% a menos).

A redução foi ainda maior em relação às consultas urológicas: 33,5% a menos. Até julho deste ano, foram realizadas 1.812.982 consultas. Igual intervalo de tempo em 2019 apresenta 4.232.293 atendimentos. Os dados são do Ministério da Saúde.

Dessa forma, começamos mais uma campanha Novembro Azul com grandes desafios. Durante o mês, vamos conscientizar a população masculina sobre a necessidade de retomar as consultas de rotina. Quando identificado em fase inicial, o sucesso do tratamento de câncer de próstata chega a 90% dos casos.

Marcos Flávio Rocha participará de capacitação no Ircad

A partir da próxima quinta, 28 de outubro, Marcos Flávio Rocha será palestrante de uma capacitação promovida pelo Ircad, uma das referências mundiais em treinamentos de procedimentos minimamente invasivos. O curso é focado nas técnicas urológicas minimamente invasivas (laparoscópica e robótica). A programação do evento contará com conteúdo teórico e demonstrações ao vivo de especialistas. A inscrição segue aberta e pode ser feita no site do Ircad.

A importância da atividade física para a saúde masculina

Há muito, a prática de exercícios físicos é associada a melhor qualidade de vida. Um estudo da Universidade Edith Cowan (Austrália) afirma, inclusive, que uma rotina de treinos pode ajudar o indivíduo mesmo quando a doença já está instalada, como o câncer de próstata.

A prática de esportes faz com que os músculos liberem miocinas no sangue. Essas proteínas reduzem a progressão do câncer. Outra vantagem é que essas substâncias alertam células imunes (T) para atacarem as células cancerígenas.

A ideia não é substituir tratamentos, mas sim agregar. Manter-se ativo pode auxiliar outros recursos terapêuticos, como a terapia de privação de andrógeno. Altamente eficaz, esse tratamento pode resultar em diminuição significativa da massa magra e aumento da massa gorda. Treinos físicos regulares, desde que tenham sido planejados respeitando as características do paciente, poderiam complementar o tratamento.

Robotic Day: evento reúne especialistas em cirurgia robótica 

Nesse fim de semana, Marcos Flávio Rocha participou do “Robotic Day” um evento sobre a utilização da cirurgia robótica em tratamento urológicos. Rocha fez parte do módulo sobre prostatectomia radical em pacientes com câncer de próstata.

O encontro reuniu especialistas da América Latina, América do Norte e Europa. O quadro de apoiadores também refletiu a vocação sem fronteiras do encontro: Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Confereración Americana de Urología (CAU) e Society of Robotic Surgery (SRS).

Rocha compartilhou sua mesa com Jean-Luc Hoepffner. O médico francês integra a equipe da clínica Saint-Augustin (Bordeaux, França), onde Rocha fez sua capacitação em cirurgia laparoscópica (2000), dentre outros treinamentos.

Câncer de rim, uma doença silenciosa

Entre 20-30% dos casos de câncer de rim são diagnosticados com a doença em fase de metástase. Ou seja, o câncer já se espalhou para outros órgãos.

Embora geralmente associados apenas ao trato urinário, os rins desempenham inúmeras funções, como regular o equilíbrio de líquidos no corpo.

Se os motivos da sua importância são claros, o mesmo não se pode dizer sobre as causas do surgimento desse tumor. As razões não estão completamente elucidadas. Sabe-se que esse câncer está associado ao tabagismo e a outras doenças renais. O avançar da idade é outro fator importante: o câncer de rim é mais comum após os 50 anos.

Há boas notícias. Mesmo sem apresentar sintomas inicialmente, cresce o diagnóstico da doença na sua fase inicial. Nesses casos, geralmente o tratamento é a cirurgia. Quando o câncer de rim está avançado, também existe esperança. Recursos como tratamentos antiangiogênicos e imuno-oncológicos estão ampliando a expectativa de vida de muitos pacientes.

A importância da simulação para a prática cirúrgica

A aquisição e aplicação de habilidades psicomotoras é essencial para o cirurgião urologista. A tecnologia, através da simulação, permite realizar práticas que preparam o futuro especialista para a dinâmica do centro cirúrgico.

É o que ocorre com a cirurgia minimamente invasiva e robótica. Antes de realizar cirurgias assistidas por robô em pacientes reais, o médico passa por um longo período de treinamento, no qual realizará várias simulações. Além de permitir a aquisição de “horas de voo”, essa tecnologia é capaz de avaliar a curva de aprendizado do médico.

As ferramentas são diversas, das tradicionais às mais inovadoras, como realidade virtual. Vale ressaltar que, atualmente, os simuladores clínicos-cirúrgicos não são os únicos disponíveis na medicina. É possível, por exemplo, realizar simulação de teste de liderança, comunicação e trabalho em equipe.

Cirurgia robótica e as inovações na medicina

A cirurgia robótica, e o protagonismo desse recurso na urologia (principalmente, no tratamento do câncer de próstata), é um dos destaques deste artigo que faz um panorama do impacto do desenvolvimento tecnológico na medicina.

São várias frentes de inovação. A digitalização da informação – presente no prontuário eletrônico – permite monitorar o paciente em tempo real. Isso facilita, por exemplo, o acompanhamento médico no pós-operatório.

Ainda há mais por vir. A informação, quando agregada, irá alimentar ferramentas capazes de ampliar a capacidade de detectar patologias, avaliar tumores, dentre outras conquistas.