Marcos Flávio Rocha participa do XIII Congresso Norte Nordeste de Urologia

Começa hoje, no Hotel Gran Marquise (Fortaleza-CE), o XIII Congresso Norte Nordeste de Urologia. Marcos Flávio Rocha participará ativamente da programação científica. Abordará, em módulos distintos, temas como câncer de bexiga, tumor na próstata de alto risco, dentre outros.

Especificamente sobre os tratamentos, Marcos apresentará a cistectomia e a derivação urinária (recursos utilizados para tratar neoplasia de bexiga) e prostatectomia radical (retirada da próstata com tumor; falará tanto do método tradicional quanto do procedimento assistido por robô).

Marcos Flávio Rocha coordena pesquisa nacional sobre tratamento renal

Marcos Flávio Rocha inicia o ano com um novo artigo científico. Ele e demais colegas do departamento de cirurgia robótica da Sociedade Brasileira de Urologia publicaram um estudo sobre a nefrectomia parcial assistida por robô (RAPN), técnica utilizada para tratar tumores renais.

O trabalho ouviu especialistas que realizam esse método em centros de referência no país. O questionário incluiu perguntas sobre configurações pré-operatórias, análise patológica, uso de tecnologia e casos desafiadores. O resultado comprovou que a RAPN é o tratamento cirúrgico padrão ouro para retirada de massas renais.

Para garantir a segurança da operação, foram listados alguns pontos, tais como acompanhamento de um proctor, realização de planejamento pré-operatório com exames de imagem de boa qualidade e minimizar a remoção de parênquima renal (estrutura com mais de 1 milhão de néfrons e que é responsável pela produção de urina).

EUA registra queda no número de mortes em decorrência de câncer

Estudo recente da Sociedade Americana do Câncer (American Cancer Society) traz ótimas notícias sobre o tema. A redução em 33% do número de mortes no período estudado representa 3,8 milhões de mortes evitadas. Além dos avanços no tratamento, o resultado também é alicerçado em detecção precoce, vacinação contra o HPV e diminuição no tabagismo.

O trabalho, publicado na revista científica “CA: A Cancer Journal for Clinicians”, apresenta inúmeros dados. A taxa de sobrevivência relativa de cinco anos, por exemplo, agora alcança 68% dos casos.

Em relação aos homens, a probabilidade de diagnóstico de câncer invasivo ao longo da vida é de 40,9%. Cânceres urológicos representam as maiores taxas de sobrevivência: próstata (97%) é o segundo e de testículos (95%), o terceiro. No topo aparece o tumor na tireoide (98%).

Por outro lado, houve crescimento de 3% na incidência de câncer de próstata nos EUA, que continua a ser a neoplasia mais comum no público masculino. Dada a sua relevância, foi lançado o IMPACT, programa da Sociedade Americana de Câncer que atuará em várias frentes, como financiar pesquisas e aumentar o suporte aos pacientes.

Atividade física pode reduzir risco de disfunção erétil

Um estudo, que contou com o maior número de sujeitos em uma pesquisa realizada na América Latina sobre o tema, constatou que a atividade física pode reduzir em 20% o risco de desenvolver disfunção erétil (DE).

A pesquisa analisou dados de 20.789 homens brasileiros. A idade média dos participantes foi 49 anos. Os pesquisadores indicam que a prática regular de atividade física é benéfica tanto na prevenção quanto no tratamento dos pacientes que têm dificuldade de manter a ereção.

Não precisa ser uma prática intensa. O importante é que a atividade represente aumento do gasto calórico relativo ao repouso. Ou seja, subir escadas, afazeres domésticos e se dedicar a um esporte podem auxiliar a vida sexual do indivíduo. O importante é que o movimento corporal ocorra durante 30 minutos do dia. Esse valor não precisa ser contínuo. Na semana, o tempo total deve chegar a 150 minutos.

Entre as vantagens da atividade física estão controle dos níveis de colesterol e aumento dos níveis de testosterona.

Inteligência artificial colabora para o diagnóstico de câncer

O diagnóstico do câncer de próstata ganhou maior precisão e rapidez com a inteligência artificial. É o que atesta o estudo “Aplicação independente no mundo real de um sistema automatizado de detecção de câncer de próstata de nível clínico”.

O processo inicia com a digitalização da imagem que registra o tecido alterado. Na sequência, o software interpreta as características do arquivo. Outro destaque do método é que a IA é capaz de identificar tumores pequenos, o que diminui a incidência de falsos negativos.

Estudo compara perfis genéticos do câncer de próstata

Anualmente, são registrados 1,5 milhão novos casos de câncer de próstata e 375 mil mortes em decorrência dessa patologia. Entretanto, há variações no perfil genético dos pacientes, conforme atestou a pesquisa “African-specific molecular taxonomy of prostate cancer”.

Realizado por uma brasileira, o trabalho teve como base um estudo já existente feito com sul-africanos e australianos. O trabalho coletou dados de pacientes brasileiros, que foram remetidos para Austrália, para que passassem pela mesma metodologia de análise das demais amostras.

A caracterização do câncer de próstata nos africanos e nos europeus tem determinada assinatura genética. No Brasil, o sequenciamento total do tumor na próstata mostrou que mutações genéticas da neoplasia reúnem características tanto africanas quanto europeias.

O mapeamento genético é um campo promissor de pesquisa. Com o tempo, a evolução da medicina propiciará diagnósticos cada vez mais específicos, o que favorecerá a escolha do tratamento mais efetivo para o indivíduo.

Panorama da cirurgia robótica no Brasil

Com o objetivo de compreender o contexto da cirurgia robótica no Brasil, pesquisadores nacionais realizaram uma revisão de estudos científicos sobre o tema. O trabalho destaca que a literatura científica comprova vários diferenciais dos procedimentos cirúrgicos robóticos em relação aos métodos tradicionais, especialmente nas cirurgias complexas. Algumas das vantagens citadas são: “menor invasividade, melhor ergonomia, alta definição, visão ampliada tridimensional, câmera estável e guiada pelo cirurgião, ergonomia aprimorada, amplitude superior de movimento e de escala e maior destreza na movimentação das pinças.”

Por ser minimamente invasiva e ter elevada precisão, a cirurgia robótica diminui a incidência de sequelas. É por isso que a prostatectomia robótica é considerada o padrão de excelência na operação do câncer de próstata.

O trabalho também lança luz sobre a importância do rigor na capacitação da cirurgia assistida por robôs. O aparelho possui recursos que permitem, no treinamento, avaliar a progressão do médico que está realizando a capacitação. Ou seja, o sistema robótico apresenta métricas objetivas da evolução do profissional em treinamento. Ademais, também é necessário receber tutoramento durante a formação.

Além de garantir maior segurança na realização dos procedimentos, a formação qualificada é uma exigência do Conselho Federal de Medicina (resolução CFM nº 2.311). Ao unificar nacionalmente as características da habilitação, a normativa do CFM tende a favorecer o entendimento da população sobre os critérios adotados.

Inovação na medicina: cirurgia robótica é um dos destaques

A cirurgia robótica é destaque nessa extensa reportagem sobre inovações na medicina. A matéria cita os vários diferenciais da técnica, como a alta qualidade das imagens. “É como se [o médico] estivesse dentro do paciente”, sintetiza o texto.

Outro fator importante é a precisão do equipamento, o que propicia a preservação de nervos e vasos sanguíneos. Isso é particularmente importante na cirurgia de próstata, frisa o texto, pois os procedimentos assistidos por robô diminuem o risco de incontinência urinária e impotência sexual. Devido a sua eficiência, 85% dos procedimentos realizados nos EUA para tratar neoplasias da próstata são realizados com cirurgia robótica.

A técnica está presente no Brasil há mais de 10 anos e segue em constante atualização. Realidade aumentada deve ser um dos próximos recursos a serem integrados ao equipamento.

Atividade física contribui para a prevenção e tratamento do câncer

Essa reportagem traz diversos estudos que mostram como exercícios físicos podem beneficiar a prevenção e o tratamento de cânceres. Um dos trabalhos que mais chamam atenção é a pesquisa realizada pela Universidade de Tel Aviv e publicada recentemente na revista Cancer Research. O estudo indica que exercícios aeróbicos diminuem em até 72% o risco de câncer metastático. Isso ocorre porque, ao realizar atividade física, o corpo consome mais glicose, o que reduz a energia disponível para o tumor crescer.

Para alcançar esses benefícios, é necessário realizar semanalmente pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade intensa. Vale ressaltar que esses dados são generalistas, ou seja, cada caso deve ser avaliado individualmente. Ademais, a prática regular de exercícios não substitui o tratamento médico.

Ferramenta analisa relação entre hereditariedade e câncer

Cientistas da Universidade de Cambridge criaram um algoritmo que, a partir de dados genéticos, avalia a possibilidade do indivíduo desenvolver ou não câncer de próstata. Para isso, os pesquisadores analisaram o histórico de quase 17 mil famílias, observando variantes genéticas raras e comuns. O objetivo do trabalho é criar uma forma de triagem mais assertiva, posto que os exames tradicionais podem gerar ‘falso positivo’. Por isso, alguns pacientes realizam biópsias desnecessariamente.

A ferramenta permitiu detectar que homens cujos pais tiveram a doença aos 80 anos tem 27% de propensão a ter câncer de próstata. Se o pai teve a neoplasia aos 50 anos, a chance do filho apresentar câncer de próstata aumenta para 42%. O risco é ainda maior em homens com mutações genéticas. Se o gene alterado foi o BRCA2, as chances de ter câncer de próstata chegam a 54%.