Campanha de conscientização sobre o câncer de pênis

No domingo, Marcos Flávio Rocha e outros urologistas realizaram, no parque Arquiteto Otacílio Teixeira Neto – Bisão (Av. Beira Mar, 4364 – Mucuripe), uma ação de conscientização sobre o câncer de pênis. Além de conversar sobre o tema, os médicos distribuíram para os participantes kits de higiene pessoal, camisas e bonés.

A meta foi destacar a importância da prevenção. Práticas simples, como a limpeza adequada do órgão e a vacina para HPV, ajudam a evitar o câncer de pênis.

Essa é apenas uma das iniciativas articuladas pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) que, neste mês, promove uma campanha sobre câncer de pênis e infecções sexualmente transmissíveis (IST). A ação engloba múltiplas frentes, como um mutirão de cirurgia de fimose em vários estados.

Para quem quer saber mais sobre o tema, a SBU mantém, no portal da Urologia, uma seção especial a respeito do assunto. O espaço disponibiliza informações sobre prevenção e material de divulgação.

Marcos Flávio Rocha será professor da Escola Superior de Urologia (ESU)

Marcos Flávio Rocha agradece a recém-empossada direção da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) pelo convite para novamente contribuir na formação de novos especialistas em procedimentos minimamente invasivos (ofício acima). Na Escola Superior de Urologia (ESU), ele será professor da disciplina de cirurgia robótica.

Rocha sempre reserva parte da sua agenda profissional para o ensino. Além de comandar cursos em faculdades locais, há anos faz parte do quadro de colaboradores do Ircad (Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica), que mantém centros de ensino em vários locais do mundo. Rocha já participou como professor de capacitações em duas unidades do Ircad América Latina (Barretos-SP e Rio de Janeiro-RJ) e na sede do instituto, na França.

Marcos Flávio Rocha coordenará programa de aperfeiçoamento do HGF

Hoje, Marcos Flávio Rocha retomou de forma completa sua agenda profissional. E uma das atividades que ele terá neste ano será a coordenação de um programa de aperfeiçoamento do Hospital Geral de Fortaleza, cujo processo de inscrição já está aberto e segue até 29 de janeiro. Ao todo, serão ofertadas 25 vagas.

A capacitação disponibiliza oportunidades em várias especialidades médicas. A de urologia será focada em cirurgia minimamente invasiva e uro-oncologia. Serão 30 horas semanais de atividades, que vão contemplar debates teóricos e treinamento em cirurgia robótica e laparoscópica. As aulas práticas ocorrerão no HGF e em instituições privadas.

Os interessados devem procurar a direção de Ensino, Pesquisa e Residência do HGF. Só pode participar quem completou a carga horária total da residência médica da especialidade para a qual pleiteiará vaga. O edital completo está disponível online.

Integrantes do departamento de urologia do HGF elaboram estudo sobre câncer de bexiga

A equipe do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) se reuniu para desenvolver um artigo sobre câncer de bexiga. O grupo analisou a epidemiologia e os tratamentos da doença. O texto, que conta com a colaboração de mais de dez integrantes do departamento de urologia do HGF, faz parte da edição mais recente da publicação Brazilian Journal of Health Review.

Durante o período observado pelo trabalho (janeiro de 2020-julho de 2022), 94 pacientes com essa neoplasia foram atendidos no HGF. O tipo mais comum encontrado foi o carcinoma de células de transição. Essa variante do câncer de bexiga ocorre geralmente no interior do órgão. Essa área é formada por células uroteliais, por isso esse tipo de neoplasia também é chamado de carcinoma urotelial.

Infelizmente, os pesquisadores também encontraram muitos casos em que a doença era avançada. Diante dos achados, eles reforçam que o diagnóstico precoce e evitar o tabagismo são os cuidados mais importantes para diminuir as taxas de mortalidade causadas pelo câncer de bexiga.

HGF entrevista Marcos Flávio Rocha sobre câncer de pênis

Recentemente, Marcos Flávio Rocha conversou com a equipe de comunicação do Hospital Geral de Fortaleza sobre câncer de pênis. No cenário mundial, esse é um dos tumores urológicos menos prevalentes. Hoje, sua ocorrência está concentrada nos países subdesenvolvidos.

Trata-se de uma doença que pode gerar muitas complicações, como a amputação parcial (quando a lesão é superficial) ou total do pênis (grande parte dos casos). Para piorar, muitos pacientes morrem mesmo após terem feito tratamento que, além de cirurgia, pode envolver quimioterapia e radioterapia.

Conversar sobre o tema é de grande importância, pois a solução é bastante acessível. Para isso, basta realizar apropriadamente a higiene da região. A falta de limpeza pode gerar acúmulo de substâncias nocivas. O fato é agravado se o indivíduo tiver fimose. Ou seja, quando a extremidade do pênis (glande) não é exposta.

Outro cuidado é ter relações sexuais com proteção. Isso evita a contaminação de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), uma das causas do câncer de pênis.

Participação de Marcos Flávio Rocha no Novembro Azul

Marcos Flávio Rocha concluiu sua contribuição ao Novembro Azul conversando com a equipe da TV Verdes Mares. Foi uma ótima oportunidade para fazer um balanço da campanha. Na conversa, ele citou números expressivos relativos ao Ceará. O Hospital Geral de Fortaleza (HGF), cujo departamento de urologia é coordenado por Marcos, triplicou o número de cirurgias de próstata neste mês. Além disso, o departamento conseguiu aumentar o apoio de um programa federal, o que possibilitou ampliar o número de cirurgias eletivas (aquelas que são agendadas, ou seja, sem caráter de emergência).

Para além das conquistas obtidas em 2023, essa conversa possibilitou observar o quanto avançamos ao longo dos anos. O especialista percebe uma crescente preocupação dos homens em procurar, de forma espontânea, o urologista. Além disso, eles estão demonstrando uma maior compreensão sobre vários aspectos da saúde masculina.

Todavia, Marcos enfatizou na conversa que devemos continuar realizando esse trabalho de conscientização, pois há uma parcela expressiva da população masculina que ainda não assimilou a importância de realizar exames preventivos. Esse contato com o especialista favorece dois fatores que aumentam as chances de cura: diagnóstico precoce e início do tratamento na fase inicial da doença.

Marcos Flávio Rocha participa do X Simpósio de Câncer Urológico

Neste fim de semana, foi realizada a décima edição do Simpósio de Câncer Urológico. O encontro propõe debates a respeito dos diversos cânceres urogenitais. Marcos Flávio Rocha foi o moderador do módulo sobre rim.

O evento é marcado pela pluralidade. Além da variedade temática, o simpósio recebe médicos de diversas especialidades, como oncologistas e radioterapeutas. Por exemplo, Marcos Flávio compartilhou a coordenação da mesa sobre câncer renal com o oncologista clínico João Paulo. Ao realizar essa soma de conhecimentos, o encontro visa propor debates que evidenciam tratamentos multidisciplinares.

O simpósio é promovido pelo Getuc (Grupo de Estudos em Tumores Urológicos do Ceará) e pela SBU-CE (Sociedade Brasileira de Urologia – Ceará). Tradicionalmente, o encontro é realizado no final do mês. O intuito é concluir o Novembro Azul evidenciando o que há de mais inovador na área, do diagnóstico ao tratamento.

Nefrectomia: quais são as vantagens da cirurgia robótica?

Marcos Flávio Rocha ministrou, no Congresso Brasileiro de Urologia (CBU 2023), cursos sobre utilização da cirurgia robótica na urologia. Um deles focou nas nefrectomias, procedimentos nos quais parte ou todo o rim é retirado. No primeiro caso, a nefrectomia é chamada de parcial. No segundo, radical.

A nefrectomia parcial é um procedimento potencializado pela precisão da cirurgia robótica. Isso porque a técnica tende retirar apenas as partes comprometidas do rim, preservando o órgão. 

Manter os dois rins é importante para o indivíduo realizar diversas funções. Os rins são geralmente associados à filtragem do sangue. Após esse processo, as impurezas são expelidas na urina. Mas os rins desempenham vários processos, como colaborar para o equilíbrio hídrico e produzir hormônios. Daí a importância de tentar preservar o órgão. 

Antes, a nefrectomia parcial era recomendada apenas quando o tumor tinha menos de 4 cm. Com a cirurgia robótica, é possível extrair tumores maiores.

Além de ser eficiente em retirar apenas o tecido comprometido, o procedimento assistido por robô também é eficaz em reconstruir o rim. 

Outro fato importante é que, normalmente, o fluxo sanguíneo é intenso nos rins. Durante o procedimento, é necessário obstruir essa circulação. Esse período não deve ser prolongado, pois poderia gerar disfunção renal. A cirurgia robótica novamente se mostra benéfica, pois reduz o tempo de clampeamento renal.

Novembro Azul: Marcos Flávio Rocha participa de encontro no Hospital Geral de Fortaleza

Hoje, Marcos Flávio Rocha ministrou uma aula para o corpo clínico e funcionários do hospital Geral de Fortaleza. No encontro, ele falou sobre saúde masculina, tendo abordado formas de diagnóstico, as doenças mais prevalentes e tratamentos. Relativo ao último ponto, o especialista comentou sobre orientações para mudanças comportamentais, remédios e técnicas minimamente invasivas (como a cirurgia robótica).

Em sua fala, Marcos destacou o câncer de próstata, um dos temas tradicionais do Novembro Azul. Mas também deu ênfase a outro problema que está sendo evidenciado na campanha deste ano, a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB).

Trata-se de uma alteração bastante comum. O aumento não-canceroso da próstata se torna mais frequente a partir dos 50 anos. Estima-se que, a partir dos 70 anos, 70% dos homens terão HPB. Como ela causa estreitamento do canal uretral, o paciente pode apresentar dificuldade para iniciar a micção, redução do jato urinário, infecção urinária, urgência em ir ao banheiro, dentre outros.

O tratamento inicial começa com a avaliação clínica. Podem ser necessários exames complementares, como de imagem. Confirmado o diagnóstico, o urologista pode indicar remédios, introdução de sonda ou intervenção cirúrgica.

Como o rastreio de biomarcadores pode mudar o prognóstico de câncer de próstata metastático

Testes genéticos podem auxiliar o tratamento do câncer de próstata metastático. Algumas das vantagens são diminuir o ritmo de evolução da doença e aumentar a expectativa de vida.

A aplicação destes exames permite personalizar a estratégia de tratamento. Tais recursos são indicados por diversas instituições internacionais, como European Society for Medical Oncology (ESMO), National Comprehensive Cancer NetWork (NCCN) e European Association of Urology (EAU). Como resultado, países desenvolvidos reduziram em até 40% o índice de mortalidade dos pacientes com câncer metastático.

No caso do câncer de próstata, estudos indicam que 25% dos pacientes apresentam mutação na via de Reparo por Recombinação Homóloga (HRR). Além disso, 15% dos casos têm a mutação BRCA1, BRCA2 ou ATM.

Esse texto aborda três exames para avaliar neoplasia prostática avançada. O padrão ouro é o teste de tecido tumoral. Para realizá-lo, o médico precisa acessar o interior do paciente.

Há também o teste de biópsia líquida (CtDNA Plasma). Minimamente invasivo, o exame identifica material cancerígeno no sangue.

Outra opção é o teste germinativo. Trata-se de um recurso utilizado mais comumente em pacientes com histórico familiar da doença. O exame é feito a partir do sangue ou da saliva.