
Marcos Flávio Rocha ministrou, no Congresso Brasileiro de Urologia (CBU 2023), cursos sobre utilização da cirurgia robótica na urologia. Um deles focou nas nefrectomias, procedimentos nos quais parte ou todo o rim é retirado. No primeiro caso, a nefrectomia é chamada de parcial. No segundo, radical.
A nefrectomia parcial é um procedimento potencializado pela precisão da cirurgia robótica. Isso porque a técnica tende retirar apenas as partes comprometidas do rim, preservando o órgão.
Manter os dois rins é importante para o indivíduo realizar diversas funções. Os rins são geralmente associados à filtragem do sangue. Após esse processo, as impurezas são expelidas na urina. Mas os rins desempenham vários processos, como colaborar para o equilíbrio hídrico e produzir hormônios. Daí a importância de tentar preservar o órgão.
Antes, a nefrectomia parcial era recomendada apenas quando o tumor tinha menos de 4 cm. Com a cirurgia robótica, é possível extrair tumores maiores.
Além de ser eficiente em retirar apenas o tecido comprometido, o procedimento assistido por robô também é eficaz em reconstruir o rim.
Outro fato importante é que, normalmente, o fluxo sanguíneo é intenso nos rins. Durante o procedimento, é necessário obstruir essa circulação. Esse período não deve ser prolongado, pois poderia gerar disfunção renal. A cirurgia robótica novamente se mostra benéfica, pois reduz o tempo de clampeamento renal.