Anualmente, são registrados 1,5 milhão novos casos de câncer de próstata e 375 mil mortes em decorrência dessa patologia. Entretanto, há variações no perfil genético dos pacientes, conforme atestou a pesquisa “African-specific molecular taxonomy of prostate cancer”.
Realizado por uma brasileira, o trabalho teve como base um estudo já existente feito com sul-africanos e australianos. O trabalho coletou dados de pacientes brasileiros, que foram remetidos para Austrália, para que passassem pela mesma metodologia de análise das demais amostras.
A caracterização do câncer de próstata nos africanos e nos europeus tem determinada assinatura genética. No Brasil, o sequenciamento total do tumor na próstata mostrou que mutações genéticas da neoplasia reúnem características tanto africanas quanto europeias.
O mapeamento genético é um campo promissor de pesquisa. Com o tempo, a evolução da medicina propiciará diagnósticos cada vez mais específicos, o que favorecerá a escolha do tratamento mais efetivo para o indivíduo.