Com o objetivo de compreender o contexto da cirurgia robótica no Brasil, pesquisadores nacionais realizaram uma revisão de estudos científicos sobre o tema. O trabalho destaca que a literatura científica comprova vários diferenciais dos procedimentos cirúrgicos robóticos em relação aos métodos tradicionais, especialmente nas cirurgias complexas. Algumas das vantagens citadas são: “menor invasividade, melhor ergonomia, alta definição, visão ampliada tridimensional, câmera estável e guiada pelo cirurgião, ergonomia aprimorada, amplitude superior de movimento e de escala e maior destreza na movimentação das pinças.”
Por ser minimamente invasiva e ter elevada precisão, a cirurgia robótica diminui a incidência de sequelas. É por isso que a prostatectomia robótica é considerada o padrão de excelência na operação do câncer de próstata.
O trabalho também lança luz sobre a importância do rigor na capacitação da cirurgia assistida por robôs. O aparelho possui recursos que permitem, no treinamento, avaliar a progressão do médico que está realizando a capacitação. Ou seja, o sistema robótico apresenta métricas objetivas da evolução do profissional em treinamento. Ademais, também é necessário receber tutoramento durante a formação.
Além de garantir maior segurança na realização dos procedimentos, a formação qualificada é uma exigência do Conselho Federal de Medicina (resolução CFM nº 2.311). Ao unificar nacionalmente as características da habilitação, a normativa do CFM tende a favorecer o entendimento da população sobre os critérios adotados.