Cientistas da Universidade de Cambridge criaram um algoritmo que, a partir de dados genéticos, avalia a possibilidade do indivíduo desenvolver ou não câncer de próstata. Para isso, os pesquisadores analisaram o histórico de quase 17 mil famílias, observando variantes genéticas raras e comuns. O objetivo do trabalho é criar uma forma de triagem mais assertiva, posto que os exames tradicionais podem gerar ‘falso positivo’. Por isso, alguns pacientes realizam biópsias desnecessariamente.
A ferramenta permitiu detectar que homens cujos pais tiveram a doença aos 80 anos tem 27% de propensão a ter câncer de próstata. Se o pai teve a neoplasia aos 50 anos, a chance do filho apresentar câncer de próstata aumenta para 42%. O risco é ainda maior em homens com mutações genéticas. Se o gene alterado foi o BRCA2, as chances de ter câncer de próstata chegam a 54%.