Comissão do Congresso Brasileiro de Urologia se reúne em Brasília

Recentemente, Marcos Flávio Rocha e os demais integrantes da comissão organizadora do Congresso Brasileiro de Urologia (CBU) visitaram a cidade que sediará o encontro nesse ano, Brasília, a ser realizados de 12 a 15 de dezembro. Foi uma agenda bastante produtiva, como mostra a matéria produzida pelo portal da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU): https://bit.ly/393eKIj 

Toda a equipe visitou o Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Além disso, também visitaram o hospital que irá receber cursos práticos e cirurgias demonstrativas e parte do grupo foi recebido pelo vice-governador de Brasília.

O congresso deste ano será pautado pela pluralidade. Começando pela forma de participação, híbrida, pois o evento poderá ser acompanhado presencialmente ou pela internet. O encontro também promoverá o conhecimento de várias escolas da urologia; realizará atividades voltadas para profissionais veteranos e ações focadas nos residentes; contará com vasta programação de treinamento (atividades do tipo hands-on e workshops, por exemplo), dentre outras opções.

Cirurgia robótica mantém rota de crescrimento

A cirurgia robótica manterá seu crescimento nos próximos anos. É o que indica um estudo internacional (Surgical Robots Market by Products, Application, Region, Company Analysis & Global Forescast). Dois fatores contribuem para esse prognóstico. O primeiro está associado à evolução dos equipamentos. O outro motivo é a maior procura dos pacientes, cada vez mais familiarizados com as técnicas cirúrgicas minimamente invasivas.

Evento sobre prostatectomia reúne audiência internacional

Participantes de diversas localidades, como Brasil, EUA, Canadá, México, Argentina, Bolívia, Peru e até do Japão. Com essa audiência mundial, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realizou, na semana passada, um debate sobre “Prostatectomia Radical Minimamente Invasiva”

Marcos Flávio Rocha, coordenador do Departamento de Terapia Minimamente Invasiva da SBU, avalia que a realização de encontros online é uma forma de manter o fluxo do conhecimento, algo primordial para a medicina, ainda mais em um período de distanciamento social.

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Na imagem, os debatedores do evento, que participaram do Ceará (Marcos Flávio Rocha), EUA (André Berger), Paraná (Jonatas Pereira), Rio Grande do Sul (Eduardo Carvalhal) e São Paulo (Felipe de Paula).

Pieloplastia laparoscópica é destaque de capacitação comanda por Marcos Flávio Rocha

Hoje, Marcos Flávio Rocha comandou um módulo da capacitação promovida pelo Ircad, centro de referência mundial no treinamento de técnicas cirúrgicas minimamente invasivas.

Na ocasião, ele apresentou uma cirurgia sem edição. A técnica demonstrada foi uma pieloplastia laparoscópica, defeito anatômico no rim que resulta em obstrução do fluxo urinário. Trata-se da alteração embriológica do trato urinário mais comum e tende a gerar complicações na infância ou no início da vida adulta. Caso não seja corrigida, essa alteração pode destruir a função renal.

Incidência de câncer de próstata em viúvos

A participação da família, especialmente a companheira, é muito importante no tratamento urológico. São elas que, muitas vezes, marcam as consultas. Além disso, elas geralmente acompanham o marido.

Essa pesquisa, infelizmente, sinaliza o peso da ausência dos entes queridos. Publicado no European Journal of Epidemiology, o artigo analisou diversos estudos sobre o tema.

Os pesquisadores do Institut National de la Recherche Scientifique (INRS – Canadá) identificaram que os viúvos tendem a receber diagnóstico quando o câncer de próstata já está em estado avançado, o que diminui a efetividade do tratamento. Detectado na fase inicial, as chances de sucesso do tratamento chegam a 90%.

SBU promove evento sobre prostatectomia radical

Na próxima quinta, 26 de agosto, Marcos Flávio Rocha coordenará um evento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) sobre um dos procedimentos minimamente invasivos mais recorrentes, a prostatectomia radical. Esse recurso consiste na retirada da próstata e geralmente é adotado quando esse órgão apresenta câncer.

No encontro, evidenciaremos como as técnicas cirúrgicas evoluem constantemente para tratar a patologia e, concomitantemente, diminuir as complicações no pós-operatório, como impotência sexual e incontinência urinária.

A contribuição da Inteligência Artificial para a medicina

A Inteligência Artificial já desempenha funções importantes na medicina. Com a melhora dos processadores e o aumento da quantidade de dados disponíveis, o aprendizado da máquina tende a ser cada vez mais presente na saúde, como aponta esse artigo.

Especificamente na urologia, a IA vem auxiliando na avaliação da fisiopatologia da disfunção do trato urinário. Além disso, ela potencializa as ferramentas diagnósticas, como ressonância magnética. Outra vertente de atuação da IA é o treinamento cirúrgico, devido à sua capacidade de registrar de forma automatizada métricas de desempenho.

Em relação ao futuro, um dos campos mais promissores da IA é a capacidade de antever cenários. Isso irá ajudar na definição da melhor estratégia terapêutica. Além disso, a IA também pode ser implementada em dispositivos como bexiga eletrônica e esfíncter urinário artificial eletromecânico.

A alta hospitalar na cirurgia robótica

Um dos diferenciais da cirurgia robótica é a possibilidade do paciente receber alta hospitalar pouco tempo depois de realizar o procedimento. Durante a pandemia, a alta hospitalar no mesmo dia continuou a ser uma prática comum entre os pacientes de cirurgia urológica robótica, conforme estudo feito nos Estados Unidos.

Antes da covid-19, 52% dos pacientes optaram por voltar para suas casas no mesmo dia da cirurgia. Durante a pandemia, 98% dos pacientes escolheram a alta hospitalar no mesmo dia. Não houve diferenças significativas em relação a complicações ou aumento no índice de reinternações.

Minimizar a permanência no hospital diminui as chances do paciente ser exposto, no pós-operatório, a infecções. Além disso, a prática auxiliou no enfrentamento da crise sanitária, pois, durante os picos de infecção, a demanda por leitos hospitalares era ampliada.

A importância da urologia ao longo da vida do homem

A campanha #VemproUro, da Sociedade Brasileira de Urologia, visa conscientizar os homens da necessidade das consultas urológicas ao longo da vida. Para isso, é necessário sensibilizar não apenas o indivíduo, mas também envolver a família, pois o incentivo dos entes queridos faz diferença. No consultório, é comum homens chegarem com suas companheiras para a consulta. No caso dos mais jovens, mães e pais precisam ficar atentos.

Na infância, uma avaliação inicial indicará se há necessidade de acompanhamento especializado. No começo da adolescência, a consulta urológica analisa o desenvolvimento do jovem (puberdade), presta orientações contra DSTs, dentre outros pontos.

Em homens adultos e idosos, o problema urológico mais grave é o câncer de próstata. Se o indivíduo tiver histórico familiar desse tumor, as consultas urológicas devem começar aos 40 anos. Para os demais, as consultas anuais iniciam aos 45 anos.

Acima, foram listados apenas alguns cuidados urológicos. Essa reportagem aborda também a prevalência de outras alterações que o homem pode apresentar ao longo da vida.

Série ‘O Hospital’ destaca cirurgia robótica

A série da TV Record ‘O Hospital’ abordou recentemente a cirurgia robótica (assista o vídeo). O vídeo destaca os diferenciais do robô Da Vinci, como a ampliação da imagem e o conforto proporcionado ao cirurgião durante o procedimento. O programa também evidencia a pluralidade da técnica, que pode ser utilizada para realizar tratamento urológico, cirurgia de abdômen, procedimentos cardíacos, dentre outros.